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Link Interno A Vivência da Morte
Novembro | Dezembro 2011

A Vivência da Morte

E chegamos, assim, aos nossos dias, a uma sociedade de consumidores de felicidade onde a morte, tão presente outrora, vai atenuar-se e desaparecer. A morte contemporânea é inestética, incómoda, frustante, insuportável, os ritos matêm-se, mas já reduzidos e desdramatizados. As circunstâncias que possam precipitar a emoção são evitadas, o uso do luto é mórbido e a expressão pública de desgosto antissocial. Muitas vezes a dor é individualizada, pois as lágrimas entram em clandestinidade. A morte deixa de ser chamada pelo seu nome e é substituída por múltiplas etiologias (um cancro, um enfarte), quando não é definitivamente 'nadificada' pela cremação.

G. Gorer atribui à morte das sociedades industrializadas o lugar anteriormente ocupado pelo sexo: a abertura com que encaramos tudo o que respeita ao sexo contrasta com o pudor que temos em falar da morte. Este progressivo escamoteamento da morte passa por uma dupla mudança: do médico e do hospital. Este deixa de ser o asilo dos miseráveis, para se tornar numa unidade especializada onde se luta contra a morte; aquele diminui a sua impotência perante a morte e divorcia-se do papel que a dança macabra do século XVI lhe incutia, tornando-se o seu principal adversário.

Ver folheto da exposição


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