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janeiro 2014

Relógio

 

A estrutura do relógio de torre de Santarém associou duas lógicas técnicas para cumprir as funções horárias. Primeiro, a "máquina do tempo", de pesos, de oscilador e escape - uma forma mecânica de medição das horas. Associado ao engenho, o sino de tanger transmitia periodicamente à comunidade os resultados do primeiro.

O atual relógio foi fabricado na região de Morez, em França. O engenho tem três tambores (para movimento, toque das horas e repetição) servidos por um escape de cavilhas que mantém as oscilações do pêndulo. Este oscilador, com relevo de Febo (deus da Luz da mitologia greco-latina), é de madeira e de ferro fundido. Uma ventoinha de duas pás reduz a velocidade do toque das horas através de travagem aerodinâmica. O sistema motor de força constante possui uma manivela para enrolamento manual da corda (cabo de aço), o que obrigava à existência de um encarregado municipal especializado com a função de "dar corda", corrigir as variações de marcha, olear e conservar o relógio.

Em 1876 a máquina foi modernizada por Augusto César dos Santos, relojoeiro lisboeta, passando a receber um mostrador com corda para 8 dias no movimento de pêndulo e 36 horas no movimento das horas. A obra implicou a montagem de um novo martelo, cordas de tecido de arame e miniatura apropriada. A estrutura seria protegida por vitrina de madeira envidraçada, ao centro da casa da máquina. Dele saíam os cabos que acionavam o martelo do sino e os pesos que pendiam para o piso inferior. O custo total rondou os 6.050 escudos, pagos em prestações pelo município.

 

Autor: Morez du Juna

Ano: Séc. XIX

Material: Ferro fundido, ferro laminado, aço temperado, cobre, bronze, latão e madeira.

Medidas: 1620 X 640 X 875mm


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Câmara Municipal de Santarém

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