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março 2014

Pistola de abordagem

 

Pistola inglesa de marinha dos finais do século XVIII. Originalmente de pederneira, foi transformada para percussão cerca de 1841. Tem o cano em bronze com punções ingleses, sendo a boca em forma de sino. Na parte superior do cano tem uma baioneta em ferro, que é acionada por um sistema de patilha colocado ao nível do cão. O guarda mato ostenta decorações florais, faltando-lhe a extremidade em forma de estrela.

A coronha tem no topo três escudetes dos quais um em prata e dois em bronze (o do meio apresenta uma racha a todo o comprimento do fuste).

A marinha inglesa possuía nos finais do século XVIII bom e sofisticado armamento, manufaturado por diversos armeiros em Inglaterra, cuja qualidade era reconhecida em todo o mundo. Nos combates navais a abordagem era o ato supremo e aquele que podia decidir a sorte dos contendores. No meio da enorme confusão de homens, cordas, talhas e vergueiros, as armas tinham de ser concebidas para operarem com eficácia. De uma forma geral, as armas (espadas, sabres, ou armas de fogo) eram curtas e muito robustas. Quando saltavam de um navio para o outro, fixos com croques, os marinheiros precisavam das duas mãos e, por isso, tanto o sabre como as pistolas iam presos ao cinto. Perante o inimigo a primeira arma a ser utilizada era a pistola. Depois de desferido o tiro já não havia tempo para voltar a municiá-la, pelo que o seu utilizador usava a baioneta para defesa imediata próxima. Depois o combate prosseguia, geralmente com espadas, sabres e punhais.

Na sua origem esta pistola estava equipada com o sistema de ignição de pederneira. Por volta de 1841, com a introdução das cápsulas fulminantes, a marinha inglesa ordenou que todas as suas armas fossem transformadas para este sistema.

Portugal seguiu sempre as pisadas dos ingleses no que toca ao armamento. Só a partir de 1880 é que os portugueses se voltaram para a Áustria.

Torna-se assim possível que esta arma tivesse sido utilizada pela marinha portuguesa e transformada posteriormente no Arsenal Real do Exército.

 

 

Autor: Arsenal Real do Exército (inglês). Transformada por Joseph Rock Cooper (1838-1863)

Ano: Séc. XVIII (Finais)

Material: Madeira, latão e ferro

Medidas: 31 X 13 cm


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