Peça do mês

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abril 2015

Candeeiro

 

Candeeiro de azeite em latão, constituído por pega, corpo, acessórios, refletor, haste e prato. Desenvolve-se a partir de coluna cilíndrica, com base balaustriforme. A pega é vazada, sem decoração e rematada no topo por um pequeno pináculo, enroscando-se na coluna pela base com nó balaustriforme rematado por uma forma troncocónica. O depósito é esférico achatado, com uma abertura circular na parte superior, onde encaixa interiormente uma tampa torneada, alteada em dois registos troncocónicos e rematada por um nó balaustriforme; fixam-se-lhe três bicos tubulares equidistantes e dispostos radialmente, que se elevam na vertical, encurvando a meio, terminando com uma aplicação discoide, com o bordo revirado para cima. Da chapa recortada pendem três fios metálicos com correntes que sustêm os acessórios: balde, espevitador e apagador (falta-lhe o morranzeiro). O refletor é discoide convexo, sustentado por um primeiro suporte em "S" que desliza ao longo da coluna, provido de uma abertura na qual encaixa um gancho para suportá-lo. A base é discoide com friso exterior e interior côncavo, assente em três pés equidistantes distribuídos radialmente. É modelado com decoração geométrica de linhas direitas e circulares de grande simplicidade.

Este tipo de candeeiros foi, até aproximadamente aos anos 70 do século XX (e sobretudo no interior do país), utilizado nos rituais cristãos (missas e velórios) em número par, para flanquear um crucifixo, com o conjunto disposto numa pequena mesa revestida por uma toalha, servindo de altar.

A utilização do latão (figurando o dourado) tinha razões económicas, servindo a templos pobres para o seu culto e a templos ricos para substituir no uso quotidiano as peças nobres, reservadas aos grandes dias de cerimónia litúrgica. Deste modo o latão era empregado como substituto do ouro, sendo assim considerado o "ouro dos pobres".

O combustível utilizado era geralmente o azeite, considerado o melhor dos combustíveis, uma vez que os óleos minerais, ou os óleos provenientes de animais (como o do peixe) produziam um odor desagradável. No interior do país, o azeite era um combustível económico de fácil acesso, ao passo que nas zonas costeiras ou nas ilhas era mais comum usar óleos animais.

 

Autor: Desconhecido

Ano: Seacute;cs. XVIII-XIX

Material: Latatilde;o

Medidas: 52 cm (altura); 13cm (diâmetro do circ.)

 


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Câmara Municipal de Santarém

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